Por Roberto Lopes
Vinte e oito anos depois do afundamento do cruzador argentino “Belgrano”, torpedeado por um submarino inglês durante a Guerra das Malvinas, continuam surgindo informações a explicar este episódio -- de consequências cruciais para o conflito.
O site www.naval.com.br revela que, após ter ordenado o ataque que meteu a pique o “Belgrano” – matando 323 oficiais e subalternos de sua tripulação --, na tarde de 2 de maio de 1982, o antigo comandante do submarino HMS Conqueror, Christopher Wreford-Brown, confessou-se impressionado com os descuidos do inimigo. Para ele, o comandante do cruzador, capitão Hector Bonzo, agiu como se não estivesse preocupado em vir a ser alvo da força naval britânica que operava na área.
Segundo esses dados, o “Belgrano” se deslocava a uma velocidade de 13 nós –relativamente modesta para a navegação em uma zona de guerra --, com as duas fragatas que o escoltavam mais à frente, num leve ziguezague. Bonzo, que não era submarinista, passou a impressão de que conhecia bem pouco sobre a capacidade de ataque dos submarinos modernos, principalmente dos nucleares. Se conhecesse, estaria navegando em velocidade bem maior, com os seus flancos protegidos pelos escoltas, e fazendo um ziguezague mais agressivo, para evitar ser alcançado por torpedos.
O texto ainda informa que os escoltas do Belgrano estavam navegando com os seus sonares desligados.
Depois que perdeu o "Belgrano" a Marinha argentina recolheu aos portos todos os seus principais navios de superfície, inclusive o porta-aviões "ARA 25 de Mayo".
Wreford-Brown retirou-se do serviço ativo da Marinha britânica em 1995, e foi trabalhar como diretor financeiro e de recursos humanos de um zoológico do sul da Inglaterra. Hector Bonzo morreu a 22 de abril do ano passado, aos 76 anos, vítima de infarto.
Afetos e afetados
1 ano atrás

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