Música e Filosofia Kantiana neste agosto

Por Roberto Lopes

A 16 de agosto, a Universidade de São Paulo promoverá mesa-redonda sobre Filosofia Alemã Clássica com o tema “A música como vontade e representação” (Die Musik als Wille und Vorstellung).
O evento contará com a participação do Prof. Dr. Günter Zöller, da Universidade de Munique, que abordará “A idéia de Kant sobre um entendimento intuitivo no contexto de sua teoria dos organismos” (Kants Idee eines intuitiven Verstandes im Kontext seiner Theorie der Organismen), e do Prof. Dr. Bernd Dörflinger, da Universidade de Trier, que irá explanar: “Dos obstáculos da natureza aos obstáculos da razão. Uma leitura das ‘Lições de pedagogia’ de Kant”.
O evento terá ainda a presença da Profa. Dra. Nuria Sánchez Madrid, da Universidad Complutense de Madrid.
Haverá tradução das palestras em alemão, por meio de Data Show)
Outras informações:
Data: 16/08/2010 (segunda-feira)
Horário: 14h
Local: Sala 24 do Conjunto Didático de Filosofia e Ciências Sociais. Endereço: Av. Prof. Luciano Gualberto, 315 – Cidade Universitária
Organizadores:
Prof. Dr. Marco Aurélio Werle
(Depto. de Filosofia da FFLCH/USP)
Prof. Dr. Mário Videira
(Depto. de Música da ECA/USP)

Em agosto, conclusões sobre Saúde Mental na infância e na adolescência

Por Roberto Lopes

Pesquisadores do Instituto Glia, de Ribeirão Preto (SP), das Universidades de Duke (na Carolina do Norte, EUA) e La Sapienza (Roma) apresentarão, na primeira quinzena de agosto, as conclusões da fase nacional do Projeto Atenção Brasil, o maior levantamento já realizado no país sobre Saúde Mental na infância e adolescência.
A divulgação dos dados terá lugar no III Congresso Aprender Criança (www.aprendercrianca.com.br) – principal evento do gênero na América Latina --, que se estenderá por três dias – de 6 a 8 do próximo mês --, no Centro de Convenções da cidade de Ribeirão Preto (Rua Bernardino de Campos 999), interior paulista.
O Projeto Atenção Brasil tem como objetivo retratar aspectos de Saúde Mental, desenvolvimento e hábitos da criança e do adolescente brasileiro.
Já o Aprender Criança tem o intuito de fomentar a troca de informações entre neurocientistas e educadores. Palestras e workshops abordarão assuntos como Neuroeducação, Teoria da Mente e Metacognição, Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH), Dislexia, Disciplina Assertiva e, pela primeira no Brasil, um curso sobre a técnica de Neurofeedback.
“Hoje, já sabemos que o processo de aprendizagem modifica a química e a estrutura cerebral. Neurocientistas investigam o seu funcionamento para descobrir os mistérios da memória, da escrita, da leitura e da matemática, facilitando a nossa compreensão tanto de talentos quanto de deficiências”, explica Dr. Marco Arruda, diretor do Instituto Glia.

Larousse lança “Think Smart”, contra panes cerebrais

Por Roberto Lopes

O que fazer para que o cérebro trabalhe com o máximo de eficiência? A indagação foi o mote para o neurocientista americano Richard Restak escrever “Mente Saudável, Mente Brilhante” (“Think Smart”, no original), que a Editora Larousse lança agora no Brasil.
Além de celebrado médico, professor e pesquisador, Restak já havia escrito quase duas dezenas de livros sobre a fisiologia e as funções cerebrais. Mas o seu próprio envelhecimento lhe trazia preocupações acerca do declínio natural da atividade do cérebro. Assim, ele lançou-se avidamente em pesquisas junto aos mais notáveis neurocientistas de todo o mundo; mergulhou nos mais diversos trabalhos publicados sobre o assunto e revisitou, com motivação renovada, suas próprias descobertas.
O resultado está no livro de 240 páginas, espécie de guia de procedimentos para nos defendermos da débâcle neurológica. A obra, esclarecedora, é também bastante prática. Ele fornece uma série de dicas sobre ações que vão da alimentação ao equilíbrio físico – passando por estímulos específicos como jogos eletrônicos --, capazes de prevenir – e até mesmo sanar – panes cerebrais como senilidade, perda de memória ou incapacidade de compreensão.
Restak define as ações como “insights que ajudarão seu cérebro a ser mais eficiente, mais eficaz e mais bem utilizado.”

Afundamento do “Belgrano” ainda gera polêmica

Por Roberto Lopes

Vinte e oito anos depois do afundamento do cruzador argentino “Belgrano”, torpedeado por um submarino inglês durante a Guerra das Malvinas, continuam surgindo informações a explicar este episódio -- de consequências cruciais para o conflito.
O site www.naval.com.br revela que, após ter ordenado o ataque que meteu a pique o “Belgrano” – matando 323 oficiais e subalternos de sua tripulação --, na tarde de 2 de maio de 1982, o antigo comandante do submarino HMS Conqueror, Christopher Wreford-Brown, confessou-se impressionado com os descuidos do inimigo. Para ele, o comandante do cruzador, capitão Hector Bonzo, agiu como se não estivesse preocupado em vir a ser alvo da força naval britânica que operava na área.
Segundo esses dados, o “Belgrano” se deslocava a uma velocidade de 13 nós –relativamente modesta para a navegação em uma zona de guerra --, com as duas fragatas que o escoltavam mais à frente, num leve ziguezague. Bonzo, que não era submarinista, passou a impressão de que conhecia bem pouco sobre a capacidade de ataque dos submarinos modernos, principalmente dos nucleares. Se conhecesse, estaria navegando em velocidade bem maior, com os seus flancos protegidos pelos escoltas, e fazendo um ziguezague mais agressivo, para evitar ser alcançado por torpedos.
O texto ainda informa que os escoltas do Belgrano estavam navegando com os seus sonares desligados.
Depois que perdeu o "Belgrano" a Marinha argentina recolheu aos portos todos os seus principais navios de superfície, inclusive o porta-aviões "ARA 25 de Mayo".
Wreford-Brown retirou-se do serviço ativo da Marinha britânica em 1995, e foi trabalhar como diretor financeiro e de recursos humanos de um zoológico do sul da Inglaterra. Hector Bonzo morreu a 22 de abril do ano passado, aos 76 anos, vítima de infarto.

Programe-se: hoje à tarde saiba mais sobre transtorno bipolar

Por Roberto Lopes

O Instituto de Psiquiatria (IPq) do Hospital das Clínicas da FMUSP (Faculdade de Medicina da USP) realiza hoje (16/07), entre 14h às 16h, palestra aberta e gratuita sobre depressão e transtorno bipolar, tendo como enfoque os prejuízos pessoais, sociais e econômicos gerados por esse problema.
Os palestrantes serão os doutores Luís F. Costa e Márcio Gehardt, e o evento acontecerá no anfiteatro do 1o andar do IPq, na Rua Dr. Ovídio Pires de Campos, nº 785 (informações pelo tel: 3069-6648).
Especialista na genética do transtorno bipolar, o doutor Gehardt rebate a validade dos testes apresentados como supostamente aptos a diagnosticar o transtorno bipolar. Segundo ele, nenhum desses métodos tem mérito científico comprovado.
Gehardt argumenta que ainda não há marcador biológico que permita tal função diagnóstica. Ele acrescenta que existem dezenas de genes que podem, ou não, estar associados à doença. Mas nenhum deles pode ser usado – ainda – como “ferramenta” para a identificação do transtorno bipolar.

Nicarágua garante ter ficado livre de minas terrestres

Por Roberto Lopes

Uma sessão especial promovida em Genebra, semana passada, por Susan Eckey, presidente da Convenção de Minas Antipessoal – originária do Tratado de Ottawa, de 1997 –, anunciou a remoção e destruição das últimas minas que jaziam enterradas no solo da Nicarágua.
A Convenção fez o anúncio após uma reunião com o coronel Spiro Bassi, do Exército da Nicarágua, e com o representante do Ministério da Defesa desse país, Umana Juan Loáisiga.
Livrar o território nicaragüense das minas consumiu duas décadas. Segundo as mesmas informações, a última mina foi recolhida e destruída no dia 13 de abril deste ano.
No total os sucessivos governos nicaragüenses contabilizam a destruição de mais de 179 mil minas antipessoal.
Este é o primeiro anúncio da conclusão de uma tarefa de desminagem feito por um governo desde a Cúpula Mundial da Convenção realizada na Colômbia, em 2009. No conclave, Albânia, Grécia, Ruanda e Zâmbia divulgaram a erradicação de minas terrestres de seus territórios.
Na Nicarágua, as minas – em sua maioria, do tipo antipessoal (há outras, como as antitanque) --, foram semeadas durante a guerra civil que terminou, oficialmente, em 1989. Ainda naquele ano equipes das Forças Armadas nicaragüenses iniciaram, lentamente, a limpeza das áreas minadas.
A previsão era de que o trabalho encontraria cerca de 135.500 minas, mas os militares desenterraram dezenas de milhares de outras, que não haviam sido previamente "registradas" por nenhum dos dois lados em confronto, revelou a Convenção.
As minas foram removidas de 16 das 17 regiões administrativas do país. Elas ameaçavam, sobretudo, áreas rurais, povoadas por comunidades pobres. O governo de Manágua estima que existam ao menos 1.200 sobreviventes de explosões de minas antipessoal.
A Organização das Nações Unidas proíbe os governos de manterem minas antipessoal em seus arsenais. E só o governo da Espanha anunciou a destruição de mais de 800 mil dessas armas. No Brasil, diferentes modelos de minas terrestres eram fabricadas pela empresa paranaense Britanite, mas essa fabricação foi oficialmente interrompida na segunda metade da década de 1990 – contra a opinião do Exército --, quando o então presidente Fernando Henrique Cardoso determinou que o Brasil aderisse ao Tratado de Ottawa.
As Nações Unidas calculam que ao menos 100 milhões de minas, escondidas em 60 países, ofereçam ainda risco ao ser humano. A maior parte delas estaria enterrada no território da chamada “África Negra”.

Acidente com Gardel pouco lembra o parceiro paulista

Por Roberto Lopes

Nos últimos 75 anos, a lembrança do desastre que vitimou o cantor e compositor argentino Carlos Gardel na cidade colombiana de Medellín, a 24 de junho de 1935, tem deixado em segundo plano o desaparecimento, na mesma tragédia, do brasileiro Alfredo Le Pera, um paulista que havia completado seu 35 º aniversário duas semanas antes.
Gardel e Le Pera viajavam juntos em uma tournée que, depois da Colômbia, deveria levá-los ao Panamá e a Cuba. Le Pera era parceiro de Gardel em várias canções – como a popular “Por una Cabeza” – e roteirista de alguns dos seus principais filmes.
Os pais de Alfredo, Alfonso Le Pera e María Sorrentino, eram imigrantes italianos que se transferiram de São Paulo para Buenos Aires em 1902. Na capital argentina Alfredo começou a estudar Medicina, curso que abandonou para se formar em Jornalismo.
Mas Le Pera não demorou a ingressar no mundo artístico. Em fins dos anos de 1920 ele esteve no Chile como autor da companhia de revistas encabeçada por Enrique Santos Discépolo, com quem assinou o tango “Carrillón de la Merced”.
É possível que Gardel e Le Pera tenham se conhecido em Buenos Aires, mas os indícios são de que a amizade deles se desenvolveu em Paris, no ano de 1932, durante um evento promovido pela empresa americana Paramount. Foi Le Pera que estimulou Gardel a, no cinema, representar apenas a si mesmo.
Eis a letra composta por Alfredo Le Pera para a melodia de Gardel no sucesso “Por una Cabeza”:

“Por una cabeza de un noble potrillo que justo en la raya afloja al llegar
y que al regresar parece decir: No olvides, hermano, vos sabes que no hay que jugar...
Por una cabeza, metejon de un día, de aquella coqueta y risueña mujer
que al jurar sonriendo, el amor que esta mintiendo, quema en una hoguera todo mi querer.
Por una cabeza, todas las locuras
su boca que besa borra la tristeza, calma la amargura.
Por una cabeza si ella me olvida
que importa perderme mil veces la vida, para que vivir...
Cuantos desengaños, por una cabeza, yo jure mil veces no vuelvo a insistir
pero si un mirar me hiere al pasar, su boca de fuego, otra vez quiero besar.
Basta de carreras, se acabó la timba, un final reñido yo no vuelvo a ver,
pero si algun pingo llega a ser fija el domingo, yo me juego entero, que le voy a hacer".